Atrações Turísticas de Jundiaí e Região
Por Gilvan Tourinho
Localizado no Circuito das Frutas e em uma região com tradição agrícola, o município destaca-se pelo desenvolvimento nas áreas industrial, tecnológica e cultural, Jundiaí é conhecida por muito tempo como a “terra da uva e do morango” e pela grande produção agrícola, tornou-se um pólo para empresas de logística e apresenta um parque industrial com mais de 500 empresas. Considerada como uma das mais importantes cidades do estado e localizada na região sudeste paulista, Jundiaí está situada a 63 km da capital. Também próxima a municípios como Campinas, Sorocaba e Limeira. Atualmente, a cidade tem aproximadamente 340 mil habitantes e uma área de 432 Km quadrados.
De fácil acesso, Jundiaí passou a ser um ponto estratégico para diversos tipos de empresas, especialmente as de logística, que podem distribuir mercadorias para vários estados do país. Possui uma infra-estrutura para transporte de produtos pela sua malha viária que inclui as rodovias dos Bandeirantes e Anhanguera, Estrada Velha de São Paulo, Campinas, Marechal Rondon e Rodovia das estâncias (Circuito das Águas), Dom Gabriel Paulino Couto, além da proximidade com as Rodovias Castelo Branco, Dom Pedro I e Fernão Dias.
Oficialmente, o início do reconhecimento da povoação de Jundiaí deu-se a partir da inauguração de uma capela dedicada à Nossa Senhora do Desterro em 1651, Quatro anos mais tarde, a região foi considerada como vila e, finalmente em março de 1865, chegou à condição de cidade.
Contudo, de acordo com historiadores, o primeiro contato de europeus e indígenas na região ainda não foi determinado e apresenta várias especulações. O termo "Jundiai" vem do tupi-guarani, que significa "rio dos Jundiás" (bagre, na língua indígena).
Com a presença do branco na região, durante o século XVII, a agricultura tinha função de subsistência, com exploração de frutas cítricas e marmelais. Já no século seguinte, houve pequenas atividades comerciais graças ao desenvolvimento de então província (Estado) paulista. Já no século XIX, com a adoção da cafeicultura no estado, algumas áreas de Jundiaí passaram a ser destinadas para este plantio, com a utilização de mão escrava negra.
Em 1865, os imigrantes italianos começaram a chegar na região dando novos rumos a Jundiaí. A cidade passou a se destacar como importante pólo cafeicultor e estratégico, fazendo parte do entrocamento da ferrovia Santos-Jundiaí. Este fator colaborou também para imigração de ingleses, espanhóis e italianos, motivados por incentivos governamentais, que tencionavam substituir a mão-de-obra escrava. Com o passar do tempo, o cultivo da uva cresceu, impulsinando também a produção de morango e, mais tarde, de pêssego.
Entretanto, na primeira metade do século XX, Jundiaí iniciou um processo de desenvolvimento no setor industrial, o que propiciou para que a região tornasse um dos maiores parques industriais da América Latina. Além disso, o município se destaca pelo crescimento nas áreas cultural, educacional, tecnológica e ambiental.
Fonte: Guia Qual Litoral & Interior. Edição 10 - Ano 1 - outubro de 2008.